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O Blog da Tica

A vida e as peripécias da gata Tica desde que chegou ao seu novo lar!

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A vida e as peripécias da gata Tica desde que chegou ao seu novo lar!

Os brinquedos da Tica

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Um gato é como uma criança: à medida que cresce, vai brincando com coisas diferentes!

E eu até nem sou muito de pedir coisas bonitas e caras. Na verdade, contento-me com as coisas mais simples que possam imaginar.

O meu primeiro brinquedo, foi um rato que, de tanto uso, ficou conhecido como "o velhinho"! E o que eu gostava daquele rato. A minha dona comprou-me outros dois iguais, mas era aquele que eu queria. Andou desaparecido em combate por uns tempos. Num dia em que quase tive que suplicar por atenção, desencantei-o não sei já bem onde, e foi uma alegria! Mas voltei a perdê-lo :(

Pelo meio, os meus donos compraram-me outro tipo de ratos, de cauda comprida, que eu me encarreguei de encurtar a uns quantos, na brincadeira. Muitos, já nei sei deles. Devem andar por aí, encafuados debaixo de alguma coisa. Se algum dia aparecerem, devem ser mais que as ratazanas do Convento de Mafra!

Também sempre gostei de brincar com cordas e fitas. E com os morangos que a minha dona trás de casa da mãe! Adoro brincar com água, desde que não seja para tomar banho.

Volta e meia, pego num peluche da dona júnior. Também já tive a minha fase dos papeis, e das rifas. 

Mas, neste momento, o meu brinquedo preferido são aqueles arames de plástico branco de vêm a fechar as embalagens do pão de forma e outras do género. Corro, salto e jogo à bola com eles, até os atirar para debaixo do móvel ou de alguma porta porque aí, acaba-se a brincadeira! 

A Tica na "prisão"

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Oiço muitas vezes os meus donos dizerem que não se importavam de ter a minha vida. Naturalmente, consideram que tenho tudo o que quero e preciso e que, por isso, sou uma felizarda. Mas quem diz que vida de gato é fácil está redondamente enganado. 

E não é que eu seja pobre e mal agradecida. Todos os dias tenho cama (seja a da minha dona sénior, ou a da dona júnior, entre outras), comida e roupa lavada! Não para vestir, claro, mas para me deitar em cima assim que vem do estendal, ou da máquina de secar roupa!

Mas passo muitas horas sozinha aqui em casa. O meu dono, ou está a dormir depois de uma noite de trabalho, ou está de folga, mas sai por diversos motivos. A minha dona (mãe), passa o dia no trabalho. Quando chega a casa, tem sempre coisas para fazer e não me pode dar muita atenção. A dona (filha), quando não está a fazer trabalhos, está a ver a Violetta, ou no computador.

De qualquer forma, não me queixo. Mentira! Por acaso até me queixo e ponho os meus donos com os nervos em franja quando me disponho a isso! Sou uma gata muito carente, e exigente! Quero a atenção toda para mim.

A bem da verdade, eles vão brincando, dando miminhos e beijinhos, fazendo festas e conversando comigo.

Mas o que me chateia mais, é não me deixarem ir à rua sozinha! Como se eu fosse um bebé, como se não soubesse cuidar de mim. Passo o dia inteiro em casa quando podia andar por aí a aventurar-me, a brincar com outros gatos, a correr atrás dos pássaros, a descobrir os prazeres da liberdade!

À rua, só posso ir ao colo, quando eles têm tempo para me levar.

Eu bem tento ver se me escapo, mas a vigilância é apertada. Estão sempre de olho para ver se não entro para o quarto ou para a sala enquanto a janela está aberta. Se não saio porta fora quando eles chegam. Por vezes, apanho-os distraídos e finto-os. Escapulo-me para o quarto sem darem por isso, ou salto para a rua pela janela da entrada. Mas, ainda mal dois passos dei, e já estão eles atrás de mim, a mandar-me de volta para casa.

No fundo, compreendo que tenham receio de me perder. Mas não é fácil viver presa desta maneira! 

 

A Tica desperta a dona!

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"A minha dona é sempre a mesma coisa.

Põe o despertador a tocar para as 6.20h da manhã. O despertador toca, ela desliga-o e continua na cama.

E lá vou eu chamá-la. Como? Dou-lhe com a pata na cara. Se não resultar, puxo-lhe os cabelos com as unhas. Ela, manda-me estar quieta, que ainda é cedo!

Vou dar uma volta mas, às 6.40h, depois de o despertador tocar mais uma vez e ser desligado, volto ao ataque. Será que ela não percebe que, se o despertador toca, é porque tem que se levantar?

Repito os mesmos métodos, que não resultam. Talvez seja melhor fazer barulho. Começo a afiar as unhas no colchão! Nada! Tapa a cabeça e volta a dizer que ainda é cedo.

Parece que à terceira é que é de vez! Às 7.00h lá ela se levanta, finalmente!

Mas ao fim de semana ainda é pior.

Está uma pobre gata à espera que a rotina seja cumprida, que a sua dona se levante para lhe dar algumas ervas, para repõr a ração, desinfectar a sua casa de banho, para a levar à rua ou, pelo menos, para desviar as cortinas das janelas e puxar as persianas, e a malandra acha que tem o direito de se levantar mais tarde que nos outros dias, e deixar-me plantada à espera!"

Vida de gata não é fácil!" 

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