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O Blog da Tica

A vida e as peripécias da gata Tica desde que chegou ao seu novo lar!

O Blog da Tica

A vida e as peripécias da gata Tica desde que chegou ao seu novo lar!

A Tica na "prisão"

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Oiço muitas vezes os meus donos dizerem que não se importavam de ter a minha vida. Naturalmente, consideram que tenho tudo o que quero e preciso e que, por isso, sou uma felizarda. Mas quem diz que vida de gato é fácil está redondamente enganado. 

E não é que eu seja pobre e mal agradecida. Todos os dias tenho cama (seja a da minha dona sénior, ou a da dona júnior, entre outras), comida e roupa lavada! Não para vestir, claro, mas para me deitar em cima assim que vem do estendal, ou da máquina de secar roupa!

Mas passo muitas horas sozinha aqui em casa. O meu dono, ou está a dormir depois de uma noite de trabalho, ou está de folga, mas sai por diversos motivos. A minha dona (mãe), passa o dia no trabalho. Quando chega a casa, tem sempre coisas para fazer e não me pode dar muita atenção. A dona (filha), quando não está a fazer trabalhos, está a ver a Violetta, ou no computador.

De qualquer forma, não me queixo. Mentira! Por acaso até me queixo e ponho os meus donos com os nervos em franja quando me disponho a isso! Sou uma gata muito carente, e exigente! Quero a atenção toda para mim.

A bem da verdade, eles vão brincando, dando miminhos e beijinhos, fazendo festas e conversando comigo.

Mas o que me chateia mais, é não me deixarem ir à rua sozinha! Como se eu fosse um bebé, como se não soubesse cuidar de mim. Passo o dia inteiro em casa quando podia andar por aí a aventurar-me, a brincar com outros gatos, a correr atrás dos pássaros, a descobrir os prazeres da liberdade!

À rua, só posso ir ao colo, quando eles têm tempo para me levar.

Eu bem tento ver se me escapo, mas a vigilância é apertada. Estão sempre de olho para ver se não entro para o quarto ou para a sala enquanto a janela está aberta. Se não saio porta fora quando eles chegam. Por vezes, apanho-os distraídos e finto-os. Escapulo-me para o quarto sem darem por isso, ou salto para a rua pela janela da entrada. Mas, ainda mal dois passos dei, e já estão eles atrás de mim, a mandar-me de volta para casa.

No fundo, compreendo que tenham receio de me perder. Mas não é fácil viver presa desta maneira! 

 

BP